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Flipboard na mira do Google, corre para garantir fama no Android

Considerado uma das melhores invenções de 2010, o Flipboard agora migra do iPad para o iPhone. Fonte: Terra Tecnologia
Você talvez ainda não o conheça, mas é provável que já tenha ouvido falar do aplicativo considerado uma das melhores invenções de 2010, que agora migra do iPad para o iPhone e que futuramente deve estar nos dispositivos móveis com Android: o Flipboard. Disponível desde a noite da terça-feira na App Store da Apple, o aplicativo enfrentou dificuldades logo no início do dia seguinte, a quarta-feira, em razão da alta demanda por downloads.
Também nesta semana, o aplicativo que dá nome à empresa criada por Mike McCue e Evan Doll e baseada em Palo Alto, Califórnia não só anunciou uma versão para o iPhone, como também sua chegada na China, o mercado em que todos estão de olho sempre, mas que sofre com a censura da internet. Na China, o Flipboard fechou uma parceria com a China’s Sina Corp e com a Renren Inc para lançar uma versão chinesa do aplicativo que já havia sido bloqueado pelo país em maio deste ano. A primeira versão internacional do app contará com conteúdo chinês e integrará as mensagens compartilhadas no microblog Sina Weibo e atualizações de status do clone do Facebook conhecido como Renren.
E ainda neste segundo semestre, o Flipboard, que foi lançado no meio de 2010, anunciou as contas pessoais para que o usuário possa acessar seus conteúdos de qualquer iPad (ou iPhone, a partir de agora), a inclusão de uma seção para Tumblr, plataforma que vem crescendo na casa dos bilhões nos últimos tempos, e ainda uma seção para a comunidade de fotografia voltada a profissionais da área, o 500pix. O LinkedIn, rede social de caráter profissional também ganhou espaço no Flipboard há poucos meses. As redes sociais Instagram e Flick também estão presente no aplicativo, assim como dezenas de sites de todos os tipos de notícia.
Mas, afinal, o que é o Flipboard? De acordo com ele mesmo, o Flipboard é a primeira revista do mundo social. “Inspirado pela beleza e facilidade da mídia impressa, a missão do Flipboard é fundamentalmente melhorar a forma como as pessoas descobrem, visualizam e compartilham o conteúdo em suas redes sociais”. Em poucas palavras, o Flipboard transforma o conteúdo dos feeds (tipo de arquivo que permite aos usuários assinarem um site e receber atualizações automaticamente) e das redes sociais – inicialmente eram apenas o Twitter e o Facebook -, em uma revista.
Como assim uma revista? Como uma revista de papel, só que em vez de virar páginas reais, o usuário vira páginas virtuais na tela touchscreen do iPad e iPhone. Isso quer dizer que todo aquele conteúdo do Facebook, por exemplo, que você está acostumado a ver como uma lista no seu mural, é organizado em páginas. Desta forma, uma notícia compartilhada com um amigo aparece similar ao texto de uma revista, um vídeo indicado por um amigo já surge com player, várias fotos postadas em um álbum já aparecem grandes e espalhadas pelas páginas do seu Flipboard. Algumas atualizações de status aparecem em destaque, outras fazem parte de uma lista de status em uma coluna da revista.
Para alguns pode parecer bobo, mas para outros, como a Times, o Flipboard representa uma verdadeira revolução em termos de aplicativos para iPad. Para as empresas de desenvolvimento de softwares para tablets, certamente a segunda opção é a mais válida. Basta lembrar que nesta semana o Google lançou o Currents, na quinta-feira. O app funciona da mesma forma que o Flipboard, transformando o conteúdo em uma revista digital tanto no Android quanto no iOS, sistema operacional dos dispostivos da Apple. Além disso, o programa faz uma espécie de “curadoria”, reunindo as notícias mais recentes em categorias como mundo, entretenimento, esportes e ciência em edições apresentadas através de artigos, vídeos e fotos.
Antes do Google, em novembro, o Yahoo! lançou o Livestand para concorrer com o Flipboard. Mas antes disso, a AOL já havia anunciado o Editions. Zite, outro concorrente no iPad, chegou ao iPhone recentemente. Com tantas empresas querendo um pedaço desse bolo, não resta dúvidas de que os 4,5 milhões de usuários do Flipboard estão dando um ótimo, senão um excelente retorno para a companhia.
Com os dispositivos móveis da Apple dominados, não resta dúvida de que a próxima corrida das “revistas digitais” será no Android, sistema operacional do Google que começa a aparecer cada vez mais nos tablets e que já está presente na maioria dos smartphones. Por lá, a chegada do Currents pode atrapalhar a estreia do Flipboard, já que outros agregadores como o Pulse nem de perto conquistaram a fama do Flipboard.

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Postado por:

Vincent Benedicto: Diretor de SEO (Search Engine Optimization) e Marketing Online da Griff Art & Design.

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