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Mobilize seus amigos e faça acontecer!

Assim como a febre dos sites de compras coletivas, que continua rendendo frutos, a Internet possibilita agora o surgimento de novos portais que oferecem ajuda para a realização de um negócios online. Fonte: O Dia Online
E há opção até mesmo para obter financiamento para bancar o desenvolvimento de projeto empreendedor.

Já difundida em diversas partes do mundo, uma modalidade que ganha espaço por aqui é o ‘crowdfunding’ — plataforma de financiamento colaborativo. Mas crescem também os sites de hospedagem de lojas virtuais, voltados para pequenos empreendedores. Tudo ao alcance do bolso de quem quer começar a ganhar dinheiro ou ver desenvolvida uma ideia própria.

Até o momento, mais aplicado ao setor cultural, os destaques de ‘crowdfunding’ no País são o Incentivador, o Catarse, o Queremos e o Movere. Tendo como base o trabalho manual, os sites são verdadeiros shoppings virtuais, por reunirem centenas de pequenos produtores e oferecerem os mais vários produtos, são o Tanlup, o Elo7 e o Camisetas da Hora.

Já o Impulso.org atua na obtenção de microcrédito para pequenos empreendedores. “Apostamos em propostas inovadoras. Acreditamos estar apresentando uma nova forma de fazer negócio, com a participação do idealizador do projeto e do incentivador, que vai investir naquela ideia”, destaca Vanessa Oliveira, uma dos quatro responsáveis pelo Movere.me.

Site apresenta as ideias e arrecada os investimentos

Lançado em março deste ano, o Movere.me já tem cerca de 50 projetos em desenvolvimento no seu portfólio. O site baseia-se no ‘crowdfunding’, modelo de financiamento colaborativo. Ou seja, é uma plataforma de moilização social, no qual o autor descreve sua ideia e diz a quantia necessária para concretizá-la. O projeto é lançando no site por um período de tempo, geralmente 60 dias, para a arrecadação de dinheiro pago pelos incentivadores.

Se a ideia oferecida atingir a sua meta, ou seja, arrecadar a quantia necessária para seu desenvolvimento, o valor é repassado ao autor. O site recebe 5% do que é apurado, caso a meta seja atingida.

Se não chegar aos 100%, os recursos são devolvidos aos incentivadores. “Ao chegar com a ideia, prestamos consultoria ao autor para definir a meta financeira, o prazo de vigência e as recompensas para os financiadores”, explica Vanessa Oliveira, sócia do Movere.me ao lado de Bruno Pereira, de Enzo Motta e de Bernardo Tausz.

Troca de gentilezas

O incentivador — uma espécie de patrocinador do projeto que não busca visibilidade, segundo Vanessa — geralmente apoia a ideia, por acreditar no autor ou na viabilidade da proposta. “No caso de um grupo musical que quer lançar um CD, o incentivador poderá ter como recompensa o próprio CD, assistir a gravação ou jantar com os músicos”, explica Vanessa.

Segundo ela, tudo depende da proposta formulada pelos autores e do valor das cotas adquiridas pelo incentivador. “É uma troca de gentilezas entre as partes”, afirma.

Apesar de a maioria das ideias estar voltada para a área cultural, o Movere.me dedica-se também a projetos de tecnologia e esportivos. A empresa foi escolhida para participar da 1ª Incubadora de Economia Criativa, parceria do governo do Estado do Rio com a PUC-RJ.

O grupo de samba Sururu na Roda é um dos que reuniram recursos via Movere.me. Com R$ 35 mil, o CD será lançado até o fim do ano.

Iniciado em janeiro, site arrecadou R$ 1 milhão e está em expansão

Um dos primeiros sites de projetos criativos do Brasil, criado em janeiro de 2011, o Catarse.me captou, nesses quase 10 meses, R$ 1 milhão. Nada mal para os dois jovens estudantes de Administração da Fundação de Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, Diego Reeberg, 23 anos, e Luís Ribeiro, 20, que iniciaram o projeto do zero.

Hoje, a equipe é composta por mais cinco integrantes. Eles captam investimentos em projetos nas áreas de empreendedorismo, cultura, jornalismo, projetos sociais e projetos de ação política em todas as regiões do País.

A primeira ideia de site colaborativo foi o Vaquinha.com, do qual o próprio nome já diz tudo. “Mas vimos que era algo crescente em outros países e decidimos apostar no formato”, conta Reeberg.

O Catarse.me cobra uma taxa de administração de 7,5% do valor arrecadado. Segundo ele, o sistema é interessante, pois o autor não tem gasto desnecessário no investimento do seu projeto.

Para produtores culturais, a chance de captar recursos

O financiamento coletivo ganhou força a partir de 2009 nos Estados Unidos e na Inglaterra. Aqui no Brasil, produtores culturais viram que era um recurso positivo para arrecadar recursos para seus projetos. Diretores como Walter Carvalho e Micael Langer já recorreram ao modelo para suas produções.

Mas o sistema atrai empreendedores de todos os portes. Alunos do curso de Rádio e TV da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ utilizaram o Catarse para produzir dois curtas- metragens, como trabalho da faculdade.

A estudante Barbara Bergamaschi Novaes, 21, diz que a ideia surgiu na aula de produção, na qual um dos trabalhos era conseguir recursos para projetos. “Geralmente, fazem rifas ou festas”.

Mas uma amiga indicou o site. O grupo de alunos entrou em contato, fez um vídeo explicando como era o projeto e publicou na rede. “Eram 30 dias para chegar à meta; nós conseguimos em 15 dias. As doações era de R$ 10 a R$ 500, e a cada doação dávamos uma recompensa”, conta.

Captação de recursos para lançar livros é sucesso e entusiasma editor

Editor e um dos donos da Editora Torre, que publica livros sob demanda, Renato Amado aposta no plano de incentivo, via financiamento coletivo, para ampliar a publicação dos seus títulos. Após editar os livros, geralmente com pequena tiragem, ele coloca os títulos no Movere.me.

“Conforme as pessoas compram novas cotas das publicações, o autor promove uma ação, que pode ser uma divulgação por meio de assessoria de imprensa, ou fazer uma nova tiragem”, explica Amado.

Também com a Movere, mas pela editora Flanaeur, o editor lançou o projeto do livro ‘Clube de Leitura’, uma antologia de contos promovido pelo encontro de contistas da livraria Baratos da Ribeiro.

O projeto inicial era captar R$ 5 mil para fazer uma tiragem de 500 exemplares. “Foi um sucesso, com todas as cotas vendidas”, comemora o editor, que aposta no sistema de financiamento coletivo também para diversos meios de produção cultural. O livro dele sai no início do ano.

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Vincent Benedicto: Diretor de SEO (Search Engine Optimization) e Marketing Online da Griff Art & Design.

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